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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Presidente mais rejeitado da história inaugura metro de ponte mais caro do Brasil

Moradores relataram à Pepita de Carajás que Planalto exigiu até esquema de segurança para esperar presidente, que ninguém reconhece ou quer de graça 


Com medo de andar de carro pelo Pará, para não furar o pneu nas estradas que o Governo Federal despreza ou para não ser assaltado e vítima da falta de investimento em segurança, Michel Temer vai sobrevoar de jatinho a região onde está para ter noção se o Pará e o Tocantins valem a pena


"Em primeiro lugar, fora Temer!", diz um morador do município tocantinense de Xambioá, com quem a Pepita de Carajás entrou em contato a fim de saber as fofocas da presença do presidente na região para inaugurar, neste momento, a ponte de 1.727 quilômetros sobre o Rio Araguaia que une o Tocantins ao Pará. A ponte está a exatos 229 metros da cidade de Curionópolis, a Pepita de Carajás.
Segundo informações, o custo total da obra — que terá duração de três anos, a começar de, provavelmente, 2018 — é de R$ 132,15 milhões. Dividindo-se o valor pelo tamanho da ponte, você se depara com o metro mais caro já registrado no Brasil, ao custo de R$ 76.503,58 saídos diretamente do bolso do contribuinte que, certamente, deverá não ver essa ponte concluída, uma vez que as águas da corrupção borrifadas por partidos políticos, como o do próprio presidente Michel Temer, têm, historicamente, sequestrado recursos que, em tese, deveriam ser direcionados à promoção da qualidade de vida da população.
Com promessa que caducou, a ponte é o pretexto milionário que "o presidente golpista", de acordo com o morador, usou para inaugurar sua marcha pela Região Norte. Esta é a primeira vez em que Temer pisa em solo da tão desprezada região. Desprezada, inclusive, pelo bando de ladrões engravatados que a saqueiam diuturnamente.

SOBRE A PONTE

A Pepita de Carajás teve acesso ao anteprojeto de engenharia da construção da ponte rodoviária sobre o Rio Araguaia depositado no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Datado de fevereiro de 2016, o documento aponta que o empreendimento tem 1.727,37 metros de extensão — embora a imprensa não sabe se divulga 1.724 metros ou 1.721 metros, ficando a desinformação a gosto do leitor. Vale lembrar que três metros de diferença, no cálculo dessa ponte, equivalem a quase R$ 230 mil. Então, metros e centímetros aqui fazem, sim, a diferença porque a falta ou o excesso impacta diretamente no bolso do cidadão.
A obra vai gerar 2.000 empregos diretos e 3.000 indiretos nos municípios de Xambioá e São Geraldo do Araguaia, este aqui no Pará. Serão abertas oportunidades para engenheiros civis, eletricistas, mecânicos, ambientais, de segurança do trabalho; para técnicos de estrada, de edificações e de segurança do trabalho; para serventes, montadores, carpinteiros, pedreiros, armadores, ferreiros, pintores, soldadores e serralheiros; para auxiliares administrativos, de escritório, de cozinha, entre outras ocupações. O comércio já começa a se preparar, embora muitos empresários locais, desiludidos, fiquem com o pé atrás.

PREFEITOS

Prefeitos dos dois municípios onde "nasce e morre" a ponte estão animados com a obra, embora a população esteja reticente quanto à execução, uma vez que a ponte sobre o Rio Araguaia já teve mil e um anúncios, mas até hoje nunca passou de mentiras e chorumelas.
Em entrevista ao Portal Planalto, a prefeita de Xambioá, Patrícia Evelin, declarou que a ponte trará desenvolvimento, com geração de emprego, melhoria no escoamento da produção da região e suporte ao transporte de cargas de outros estados.
Por sua vez, o prefeito de São Geraldo do Araguaia, Edilson Pereira de Carvalho, observa que o turismo municipal será potencializado e todos ganham, já que muitas pessoas deixam de visitar o município — rico em cachoeiras e sítios arqueológicos — em razão do acesso.
Diariamente, 150 veículos e 500 pedestres fazem a travessia para o município tocantinense, de acordo com o Dnit. Xambioá é a porta de entrada para muitos jovens de Curionópolis que deixam o Pará para estudar no Tocantins, especialmente nos municípios de Araguaína, Palmas e Gurupi.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Pepita de Carajás alcança 100 vezes número de curtidas

Repercussão da Pepita de Carajás chegou até Brasília (DF) ao meio-dia desta quarta


A fanpage Pepita de Carajás, para divulgação do município de Curionópolis no Pará e no Brasil, mal começou e já está rendendo. A primeira efetiva publicação, realizada na manhã desta quarta-feira (13), sobre o aniversário de 34 anos da megapepita descoberta no garimpo de Serra Pelada e que foi raptada pelo Banco Central, em Brasília, alcançou até o momento 2.900 perfis no Facebook.
Pode parecer pouco, em vista de muitas fanpages com milhares de curtidas por aí, mas é recorde considerando-se que a página tinha apenas 29 seguidores até o momento da publicação desta notícia. E é pouco, realmente, para as pretensões da Pepita de Carajás, que já está pulverizando o nome de Curionópolis para que o Pará inteiro e o Brasil saibam ao menos situá-lo no mapa, uma vez que a grande referência é o distrito de Serra Pelada, uma eterna lenda nacional.
Ao longo dos dias, a Pepita de Carajás vai abordar diversos assuntos referentes ao município de Curionópolis — e, por que não dizer, Serra Pelada. Serão divulgados indicadores, pesquisas, números oficiais, ações positivas, memórias, difusão cultural e científica e o que mais houver que carregue o município no peito.
Há, por exemplo, 40 documentários, 16 livros, oito filmes, séries e minisséries, além de 34 estudos científicos envolvendo Curionópolis e ou a Serra Pelada, tudo produzido no ou sobre o chão municipal.
Você pode acompanhar as publicações da Pepita de Carajás em nosso blog:
<http://pepitadecarajas.blogspot.com.br/>.
E curtir nossa página experimental:
<https://www.facebook.com/CurioPepita/>.

Maior diva de Serra Pelada é mantida refém em Brasília

Pepita Canaã: diretamente de Serra Pelada para Brasília


Uma parte riquíssima da história do garimpo mais famoso do mundo faz aniversário hoje e foi sequestrada, com resgate pago, pelo Banco Central há 34 anos


A capital do Brasil — e da roubalheira nacional — mantém refém a maior pepita de ouro do mundo exposta ao público. Está em Brasília (DF), guardada em sete chaves e há mais de três décadas, a "deusa áurea" chamada Pepita Canaã, um megapedaço de minério de ouro de 60,8 quilos, dos quais 56,61 quilos são ouro puríssimo. O pepitaço foi garimpado em 13 de setembro de 1983, em Serra Pelada, município de Curionópolis. Segundo relatos, foi o garimpeiro Júlio de Deus Filho quem "bamburrou" no Garimpo de Malvina.
Protegida no Museu de Valores do Banco Central, ela é a maior parte de uma rocha de 150 quilos que se estilhaçou quando o alvoroçado garimpeiro a descobriu e quase enfartou ao se deparar com tamanha obra divina do empoderamento.
Em 1984, meses após a badalada descoberta que ganhou as páginas dos principais jornais do mundo à época, o Banco Central adquiriu a pepita e a incorporou ao arquivo de seu museu. Nos tempos do auge do garimpo de Serra Pelada, o Banco Central era o maior comprador de ouro dos garimpeiros, com a finalidade de compor as reservas internacionais do Brasil.

PASSADO RICO, PRESENTE POBRE

A Pepita Canaã "vive", até hoje, em seu estado bruto na capital que tem a mais alta produção de riquezas per capita do país — enquanto a renda média das famílias do lugar onde o ouro foi descoberto está entre as mais baixas do Brasil. No século passado, até foram encontradas pepitas maiores, mas acabaram fundidas e vendidas.
A parte limpa da Pepita Canaã tem 56 quilos. Nesta quarta-feira (13), o grama do ouro está em cotação média de R$ 132. Assim, é possível dizer que o valor do pepitaço é de, no mínimo, R$ 7,39 milhões — o que corresponde a 11% da previsão de receita da Prefeitura de Curionópolis para este ano. Com o valor dessa pepita extraída em Serra Pelada, seria possível urbanizar e levar dignidade às famílias carentes do distrito — esquecido e castigado pelo passado, pela história e, particularmente, por diversos gestores que passaram pelo município.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bem-vindo ao blog Pepita de Carajás!

Área urbana de Curionópolis, município de gente acolhedora e batalhadora | Foto: Anderson Souza


Olá, tudo bem?

Este é o blog Pepita de Carajás, referência carinhosa ao município de Curionópolis, outrora o maior produtor de ouro do mundo. Talvez você — que mora longe do Pará ou não tenha vivido a década de 1980 — não saiba, mas o mundialmente famoso garimpo de Serra Pelada fica no município de Curionópolis.
Ao longo dias, falaremos sobre a história do município, reportaremos os dias de luta e os dias de glória, informaremos sobre os problemas sociais que afligem Curionópolis, assim como existem em qualquer outra parte do Brasil. Mas também contaremos as coisas boas e a delícias que Curionópolis tem para apresentar, especialmente sua gente, da cidade, da vila e do campo.
O projeto Pepita de Carajás faz parte de uma agenda positiva que tem em vista colocar o município de Curionópolis no mapa do Brasil, a fim de que o país conheça as virtudes deste pequeno gigante que enriqueceu tanta gente nos tempos áureos do garimpo, mas passou quase três décadas abandonado e afundado em índices vexatórios de qualidade de vida.
O blog Pepita de Carajás é um canal de vários outros que estão sendo planejados para divulgar um conjunto de municípios do Pará, marginalizados e ridicularizados Brasil afora e que, por isso, afugentam investidores.
Curionópolis é a experiência pioneira que, com a sua ajuda, mostrará ao país ser possível reverter uma imagem sacrificada e reinventar uma marca de inclusão social e produtiva em benefício de todos.
Uma verdadeira enciclopédia sobre Curionópolis vai começar a ser montada a partir de hoje.

Vamos escrever os capítulos juntos?
Contamos com você!